exposições 

FINESTRA SINISTRA
Setembro 2019 - Março 2020

Uma membrana que interligou as discussões e experimentações do LABORATÓRIO, grupo de acompanhamento crítico do nowhere, com a cidade. Mensalmente umx participante interveio na fachada do espaço com um trabalho pensado especialmente para este fim.

No name 
Cristina Ataíde

09/07/2021 - 08/08/2021

Seu projeto No Name endereça a crise humanitária dos refugiados e migrantes no território europeu e trata-se de uma intervenção na List of documented deaths of refugees and migrants due to the restrictive policies of "Fortress Europe organizada pela UNITED for Intercultural Action, European network against nationalism, racism, fascism and in support of migrants and refugees. Cristina Ataíde já fez esse projeto em Roma, Madrid, Brno na Républica Checa e Baku no Azerbaijão.

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Cristina Ataíde

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Primeira Página 
Marilá Dardot

19/02/2021 - 15/05/2021

A edição inaugural do projeto em 2021 é uma parceria entre Nowhere e A Banca 31: “Primeira Página (Portugal)”, da artista Marilá Dardot. Trata-se de uma uma versão portuguesa do trabalho realizado pela artista durante o mês de outubro de 2020 no Brasil, estreando o projeto “15 segundos” do Instituto Inhotim. Para a Finestra Sinistra Marilá Dardot utilizou as edições de cinco jornais portugueses durante os doze primeiros dias úteis de 2021.

A artista recortou dos principais jornais do país todos os nomes que se referem à coletivos mencionados na primeira página de cada edição. Esses personagens das notícias foram impressos em cartazes que foram exibidos e trocados diariamente por A Banca 31 entre os dias 5 e 20 de janeiro.

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Eu sinto nada 
Cristiana Nogueira

26/05/2021 - 28/07/2021

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O trabalho teve como ponto inicial a leitura da frase ‘Eu sinto nada’ numa legenda em português de um filme estrangeiro e o estranhamento causado pela expressão que não é usada, já que estamos acostumados a falar ‘eu não sinto nada’. Esta forma de falar gera uma dupla negativa que, de algum modo, provoca o exato oposto do que se quer dizer: eu sinto tanto. É curioso perceber que a dupla negativa é a forma usual de nos expressarmos, uma necessidade de se reafirmar o que foi dito. Ao retirar o ‘não’ da frase, acabamos por dizer exatamente o que sentimos: nada. ‘Eu sinto nada’ vai na direção oposta ao reforçar a palavra nada, originando um grande vazio ao ser pronunciada. Ao esvaziar a frase de sua dupla negação, o peso da palavra retorna e invoca algo mais denso.

 

O que importa aqui é o nada. A ausência de tudo, o que não-há. A artista parte então desta expressão para compor uma série, ainda em construção, em que são exploradas todas as possibilidades semânticas da sentença. A ênfase no nada ressalta o vazio e remete-nos a uma espécie de anestesia do corpo que é constantemente estimulado por todos os lados e de todas as formas, mas não sente mais nada. Uma paralisia perante ao excesso; um freio na hipervelocidade, como se fosse preciso esvaziar o corpo de tudo para que algo possa ser sentido. Ou como se o próprio corpo nem existisse, um não-ser. Um grande mergulho no vácuo

Todo o Todo
Andrea Rocco

04/12/2019- 10/01/2020

Numa folha de papel
Coralina encaixava tudo que queria
Pena que a folha ficava sempre pequenina
Para tantas coisinhas.

O espaço rapidinho, ficava apertadinho
Ora cheio de cor, de bichos
Seja lá o que for ...

Era tanto o descompasso
Entre o pensar e o expressar
Que nem com compasso
Era garantia de um bom círculo formar.

Mas o bom que depois de pronto
podia se avistar
Todo o todo com apenas um piscar.
Coralina com o desenho sabia do espaço cuidar
Mas já do tempo
Era bom a poesia se encarregar .

Surgit 
Juliana Matsumura

22/01/2020 - 22/01/2020

Mens hebes ad verum per materialia surgit” (“As mentes menos capazes ascendem à verdade através do que é material”) integra uma famosa inscrição em um dos pórticos da ala Oeste da Basílica da Catedral Saint Denis (França), construída no século XII e marco da arquitetura gótica. O pensamento e a estética do século XII influenciaram a pesquisa recente de Juliana Matsumura, voltada para identificar e explorar a luz nas suas diversas acepções metafóricas do divino, da transformação e do imaterial. O meu interesse pela metáfora da luz também se desdobra ao pensamento oriental (budismo, xintoísmo) e a sua relação com as sombras e com a luminosidade.

ph. Francisco Baccaro
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ph. Francisco Baccaro
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ph. Francisco Baccaro
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Oferenda
Thalita Hamaoui

30/10/2019- 23/11/2019

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Passagem das Horas
Sonia Távora

18/09/2019- 27/10/2019

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Passagem das Horas é uma intervenção pensada para o projeto Finestra Sinistra do nowhere a partir de uma reflexão sobre esse lugar de passagem e também percurso diário dos moradores e visitantes do bairro Campo de Ourique, em Lisboa. A calçada, os pedestres, a rua e os veículos são parte e ponto de partida dentro do processo poético do trabalho.

Nesta obra, dou continuidade à minha pesquisa de subversão de materiais e técnicas tradicionais, assim como em abordar questões relativas à memória, o efêmero, o apagamento, o esquecimento e a transitoriedade. A fotografia aparece como linguagem, porém não considero passagem das horas um trabalho precisamente fotográfico, pois o suporte difere do usual e o papel de algodão tingido com pigmento ganha novas atribuições pela sua precariedade. Além disso, o processo de impressão busca as imperfeições, as sutilezas, aquilo que está nas “sombras”, ausentes na precisão do registro fotográfico, lidando com seu eventual desaparecimento.

A imagem apreendida - uma antiga porta que é elemento comum da maioria dos edifícios - passa a ser uma ilusão enaltecida pelo pigmento cor violeta e ao mesmo tempo uma presença física como representação do real.

As velaturas do tempo são perceptíveis pelo envelhecimento e despigmentação do papel ocasionada pelos raios UV que sensibilizam o suporte e revelam a imagem através da luz do sol. No percurso do trabalho que está exposto à luz natural, esses mesmos raios ocasionam o seu desaparecimento.  A  imagem em tamanho real é colocada diretamente sobre o vidro da janela e o seu fim é ao mesmo tempo o seu retorno, ao que estava antes do processo. A imagem sob a luz do sol aos poucos desvanecerá (pela fragilidade do processo artesanal). O processo continua até depois do fim, e na sua itinerância, eu passo.

As cidades e suas memórias são questões recorrentes ao longo da minha trajetória como artista e propõem reflexões necessárias dentro do pensamento relativo ao espaço urbano sendo a arquitetura um fundamento como expressão no contexto político sócio cultural do nosso passado histórico.